sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

Acabou o carnaval......

Flor (prefiro este termo a chamar-lhe de princesa),

Estamos numa sexta-feira, pós carnaval, que este ano, foi atípico, em função desta pandemia doida que ainda nos assola. Por tudo isso, foi uma semana normal, para quase todos.

Mas fevereiro de 2021 será marcado em nossas vidas com a data que demos um grande passo aos nossos sonhos de qualidade de vida: no dia 01 mudamos para a casinha. Estamos muito felizes, mas esses primeiros dias foram mais difíceis do que prazerosos. Tivemos um sol lindo e brilhante nos primeiros dias, e foi adorável fazer as refeições do lado de fora, mesmo com tanto mato e coisas por fazer. Mas depois desses primeiros dias de alegria, tivemos dias muito chuvosos, que trouxeram muito umidade e um certo desconforto. Em meio a tantas coisas por fazer e arrumar, foi um desafio manter a paz interna e o seu entretenimento.

Mas eu e seu pai sabemos que esta é mais uma oportunidade para controlarmos a nossa ansiedade e entendermos o tempo das coisas. Você também foi uma grande mestre nessa lição! 

Durante os primeiros dias de carnaval, sua tia esteve conosco. E os ajudou com os cuidados com você. Eu e seu pai conseguimos até algumas horinhas sozinhos, para nos conectarmos. E foi muito bom. Também é gostoso ver que, aos poucos, você cria conexão com seus avós e tios e se sente segura também com eles. Confesso a você que na primeira vez que eu saí sozinha com seu pai veio um misto de sentimentos: um medo de como você reagiria, uma insegurança por romper esse vinculo diário nosso, uma ansiedade de como seria um encontro (ou reencontro) apenas com seu pai. No fim, deu tudo certo. E me senti feliz pela sua segurança e independência.

Você segue crescendo e aprendendo, aprendendo. As palavras soltas já viraram orações e as repetições fiéis à nossa fala estão cada vez mais frequentes, o que nos empolga e preocupa ao mesmo tempo. 

Borboleta é pepé, a Labne se chama Bablia e o Brócolis é carinhosamente nomeado de Broqui. E a cada dia um novo encanto. Ontem você se ensaboou sozinha no banho. Hoje levou a colher à boca sem derrubar um grão. E assim você cresce, filha. A cada instante de vida. Eu te olho e te admiro. E agradeço pelo privilégio de acompanhá-la nesses pequenos milagres da vida. Já não vejo mais a bebe (e confesso que sinto falta). Mas é uma saudade gostosa, acompanhada de uma alegria ímpar de ver você se desenvolver, conectada com suas emoções e vontades (porque as crises emocionais, ou mais conhecidas como birras, se intensificaram), saudável, alegre, feliz e curiosa pela vida. 

Só tenho a lhe desejar cada vez mais dias de sol. Para que possamos explorar juntas, toda a natureza exuberante que estamos imersas e esse mundão incrível que, ainda diante de uma pandemia, tem muito a nos ensinar e oferecer. 

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