Filha,
Mamãe acaba de sair de um curso em que convidou sua avó. Não sabia a fundo qual era o conteúdo mas achei que seria uma ótima oportunidade para, sobretudo, envolvê-la nesse processo da gravidez.
Acho que o tiro saiu pela culatra, filha.
O curso não foi bom e a aquela cliente complexa acabou decepcionando no conteúdo. E aparentemente, sua avó detestou o curso. No fim, ao ser questionada sobre o que achou, proferiu certas palavras que demonstraram claramente suas próprias dificuldades (talvez oriundas da maternidade precoce e não desejada), destilados em um tom de rancor e superioridade. Me senti mal por isso! E agora estou aqui meio magoada, chorando mansinho um sentimento de culpa, ao mesmo tempo que busco um pouco de compaixão para também tentar entender os sentimentos dela.
Já respirei um pouco tentando acolher todos esses sentimentos, a fim de fazê-los florir dentro de mim.
Isso me faz pensar filha o quanto quero ser diferente pra vc! Como quero estar ao seu lado te apoiando e ajudando em vários momentos em que vc precisar de colo e acolhimento. Quero ser seu Porto Seguro, mas te encorajando a ganhar o mundo e viver suas experiências incríveis porque o equilíbrio é possível. Eu acredito no poder da educação e do amor e sei que é possível a gente disciplinar com cuidado e afeto.
Se um dia você for mãe (apenas se desejar, porque vou respeitar suas escolhas, ainda que ache que elas vão fazê-las sofrer) estarei ao seu lado, te apoiando e te encorajando a ser um ser humano melhor a cada dia.
Você poderá contar comigo sempre! Eu sou sua mãe!
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